Quarta-feira, Setembro 15, 2010
Sábado, Maio 08, 2010

- Avinca comentou em 16-abril-2010:
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Vendo sua informação [do blog] me vem à mente o tempo em que morei aí, de 1.964 a 68. Havia fartura de tudo, os sitiantes Zezico Gumercino, Zezão, que tinha um sitio la encima o João loro, criavam muito porco e vendiam gordo. Enchiam caminhão destes porcos e levavam. No dia em que o caminhão encostava, parava bem em frente nossa casa. E minha mãe dizia. Olha aquela bolsa de plastico pendurado no ombro do homem, aquilo tudo é o dinheiro pra pagar o caminhão de porco. E existia a hospitalidade dos outros vizinhos, meu pai mesmo ia la de livre e expontania vontade ajudar derrubar os porcos, um por um e colocar numa caixa (parece que chamava gamela) e o porco ficava ali quietinho enquanto pesava na balança. Depois de tudo feito, eu e meu irmão o Cidinho, nós moleques ficava de olho o homem abrir a bolsa de plastico e tirar muitos pacotes de dinheiro para o pagamento. E era muito dinheiro, porque o dono dos porcos até pedia pro meu pai e outros homens de sua confiança a ajudar a contar tudo. Deve ser a emoção da venda. E nóis, moleques corria pra casa: Mãe, é verdade, aquela bolsa tava cheia de dinheiro mesmo!!!
Hoje, pelo que vi mudou muito este lugar."
Domingo, Maio 10, 2009
E-mail enviado por Diogo Loureiro:
"Com 2 meses de idade, esse pequeno na foto é o:
Gustavo Loureiro,
Filho de Diogo Loureiro,
Neto de Francisco Loureiro,
Bisneto de Batista Loureiro,
Tataraneto de João Evergisto Loureiro.
Grande abraço, LORERADA!"

Sexta-feira, Maio 08, 2009
8.maio.2009 |
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Olá, Tiao
Nao nos conhecemos, mas sou Rodrigo Mariano Cesar, filho do Nene Mariano.
Gosto muito de ver seu blog sobre a Toriba, vc, o Marcelo Lisboa e a Gloria tem muita informacao sobre la, e vejo sempre, gosto muito pois morei la ate os 4 anos, mas como quase todos nao vivemos la heheh
Infelizmente eu nao to ai no Brasil pra poder scanear ou t enviar materiais, mas pra informacao o meu pai, ou melhor a tia dora, tem muita foto da epoca do pedro mariano velho, dos irmaos do vo zè, do casamento do vo zè e da vò irahyde.
Eu gosto muito de pesquisar sobre familia, a parte da minha mae daqui da italia eu sei ate origens de 1600, conheco os parentes italianos, pois aqui è tudo registrado e se guarda muito a historia, pesquisando consegui saber bem a fundo, mas no caso do pai depois do pedro mariano, do pai dele o mariano eleodoro eu nao sei mais nada, nem imagino de onde tenham vindo, vc ou o marcelo saberiam dizer de onde veio o Mariano Eleodoro?
bom vou tentar pedir pro pai escanear fotos e tb vou entrar em contanto com marcos Goya, filho do falecido mario goya q viveu na toriba algumas fotos da epoca,
grande abraço e parabens pelo Blog!
Sábado, Novembro 15, 2008
Sexta-feira, Outubro 24, 2008
Domingo, Outubro 12, 2008
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Sexta-feira, Setembro 07, 2007
nçalves de Macedo era nascido na cidade de Queluz, estado de SãoPaulo, sendo seus pais o senhor Manoel Gonçalves da Silva Campos e dona Gertrudes
Maria da Conceição. Nos primórdios do ano de 1880, a família chega a então Faxina, hoje Itapeva, fixando residência no então Distrito de Lavrinhas que na época pertencia a Faxina e que hoje pertence município de Itaberá. A família foi de grande importância para o desenvolvimento desta localidade, que depois de muitas lutas do Coronel Crescêncio Ferreira de Melo foi elevada a município, em 25 de abril de 1891, pelo decreto nº 152 lavrado e assinado pelo então governador do estado de São Paulo, dr. Américo Brasiliense de Almeida Melo, em 8 de abril de 1891.
Atualmente, seus familiares residem nos municípios de Itapeva, Itaberá, Itaporanga e outros da região, sempre contribuindo para o progresso desses municípios.
Sexta-feira, Fevereiro 09, 2007
Sábado, Janeiro 20, 2007
Origem do nome "Toriba"
“Por volta de 1916, mais ou menos, no bairro Fazenda Velha, no município de Itaberá, foi inaugurado o Distrito Policial de Toriba, pelo Prefeito Municipal Sr. Amador Pereira de Almeida. Perguntado onde foi encontrado este nome, disse o Sr. Prefeito que viu numa lista de nome de cidades, e como havia gostado do nome, inaugurou o distrito com esse nome, ou seja, com o nome de Distrito Policial de Toriba, sendo o primeiro Sub-Delegado, Pedro Mariano de Oliveira.
Mais tarde, verificado o extravio de correspondência postal, foi descoberto que há êsse nome numa cidade no Ramal de Tabatinga na Estrada de Ferro, então passou esta a ser Toriba do Sul, nome êste que até a presente data ainda é."
A estação de Toriba foi inaugurada em 1911. Dela saía um ramal com 16 km, dos quais 9 km pertenciam à Cia. Agrícola Fazendas Paulistas, de Matão, e 7 km ao sr. Carlos Neche, de Araraquara, e que transportava lenha. Em 1966, a estação foi desativada juntamente com o ramal. A estação foi posteriormente demolida.
Sábado, Novembro 04, 2006
Sábado, Setembro 23, 2006
Sábado, Setembro 16, 2006
Quinta-feira, Setembro 07, 2006
Fui pesquisar. Não para conferir os excelentes trabalhos de ambos, mas para entender melhor. Achei uma excelente fonte: a Biblioteca do IBGE. E fui lá pesquisar a formação de Itapeva, Itaporanga, Taquarituba, Riversul, Coroenl Macedo...
Conclusão: a data de fundação de Turiba é perfeitamente compatível com a fundação dos vizinhos (leia aqui).
Entretanto, ficou outra dúvida: se Turiba é da mesma data de Riversul, Coronel Macedo, Taquarituba, por que Turiba ficou para trás?
É certo que Turiba teve grande dinamismo com o algodão, nos anos 1930/40 (depois o algodão em crise em todo o Estado de São Paulo). Para lá foram nessa época várias famílias de japoneses, da Areia Branca (bairro de Itapeva), especialmente nas fazendas de Pedro Mariano de Oliveira e Fatsuo Takeda (Antonião Japonês).
A maioria das casas comerciais – quase todas as casas da rua principal são comerciais, denotando dinamismo comercial – foram construídas nessa época. Atualmente, algumas delas estão sendo demolidas.
Toda a região próxima (Furquilha, Bairro dos Tomé, Cerrado, Quarentei e mesmo Ribeirão Branco da vizinha Itaporanga) vendia algodão para comerciantes de Turiba. Havia 5 ou 6 lojas de tecidos, com várias costureiras de roupas finas que atendiam toda a região.
Quarta-feira, Setembro 06, 2006
Terça-feira, Setembro 05, 2006

Erotides Gonçalves de Almeida, esposa Lili e filhos (Luiz, Maria Inês, Antonio Carlos, José Luiz e Milton). No verso da foto está escrito: 13-01-59. Erotides foi lavrador e comerciante em Turiba (loja, compra de algodão). Nos anos 50 mudou-se para Itaberá, onde também teve loja, foi cerealista, dono de posto de gasolina. Foi prefeito de Itaberá em 1960/1963.

Otávio Desidera (1908-1966) e filhos Pedro e Valdemar. Em frente à igreja velha da Turiba, que depois foi reformada e ampliada. A família Desídera, de Itu, mudou-se para a Turiba em 07-12-1955. Foram os primeiros plantadores de cebola da região. Pedrinho, Valdinho e Nini - filhos de Otávio - passaram a jogar futebol para o time de Turiba. Pedrinho, goleiro, diz todo orgulhoso, "que desse time ninguém ganhava!" De fato, era um timaço! Pedrinho ainda jogou para o Bandeirantes, de Itaberá.
Sexta-feira, Setembro 01, 2006
Propaganda da primeira campanha eleitoral de Pedro Mariano de Oliveira Filho, que foi prefeito de Itaberá em três ocasiões: 1969/1972, 1979/1982 e de 1997/2000. Durante a apuração da primeira eleição (naquele tempo a apuração era manual, demorada, contava-se cédula por cédula, em Itapeva), Pedro Mariano dirigiu-se para a fazenda de sua família, na Turiba. Confirmada a vitória, o povo de Itaberá inteiro - é o que parecia - foi para a Turiba, comemorar. De lá, organizou-se grande carreata com destino para Itaberá. Foi uma festa e tanto!Cadeia

Foto de 1960. Toninho Loureiro (brincando com o cachorro Jipe), sua irmã Lúcia, carregando a sobrinha Sueli Desídera. Há mais uma criança não identificada atrás de Sueli.
O Jipe era um cachorro especial. Para onde ia a criançada, o Jipe ia atrás, sempre brincalhão. Certa vez o Jipe (o cachorro) veio correndo e passou por baixo das pernas do João Célio. O João Célio se desequilibrou, caiu num buraco e – acredite – quebrou a perna! O Jipe, já velho e doente, teve um fim trágico, que nem é bom lembrar (foi sacrificado).
Local – era o quintal da casa de Élio (Mi) Gomes de Oliveira e Maristela. Casa que ficou para a família do vaqueiro Zé Perova. Na verdade, o quintal, grande, servia de pasto para o pernoite de cavalos, nos quais Mi Gomes ia diariamente ao seu sítio Barreiro. Servia também de campinho de futebol da gurizada.
Esta casa e o cômodo comercial da esquina (atualmente casa de dona Terezinha Macedo) foram construídas, na década de 40 (no auge da lavoura de algodão) pelo comerciante Manoel Luciano, que depois as vendeu para Batista Loureiro. Foram as primeiras construções do quarteirão. Somente depois foi construída a cadeia, depois a casa de Tadeu Benedito Gonçalves.
Cadeia – a construção ao fundo era a cadeia, construída por volta de 1950. Consta que a cadeia foi construída para dar tratamento mais humano aos bêbados e arruaceiros. Antes, eles eram castigados fisicamente, açoitados. Pedro Tomé (comerciante na casa que atualmente é da família de Roque Loureiro), delegado até o início dos anos 1950, tinha uma enorme correia de surrar os presos.
Há relatos de que mais antigamente os presos amanheciam amarrados em árvores (tais árevores ficavam no quarteirão da casa da Mãe Chiquinha).
Nhô Matias, pai de Pedro Matias, fez um relato em 1965, na Turiba, quando ele tinha uns 65 anos. Nhô Matias nasceu, portanto, por volta de 1900. “Sentindo-se velho, estava com peso de consciência por ter ajudado a surrar e a amarrar os presos em árvores. Os presos amanheciam amarrados, época em que ainda não havia cadeia. As árvores, segundo Nhô Matias, ficavam no quarteirão da casa de José Gonçalves de Macedo (e da Mãe Chiquinha). Nhô Matias, religioso, queria saber se essa atitude seria pecado.
Nhô Matias trabalhou na fazenda de Pedro Mariano de Oliveira”
Quinta-feira, Agosto 31, 2006
Pedro Desídera, 1959

Pedro Desídera mostrando propaganda política a um vendedor (dono do Jipe) em frente da casa de Roque Loureiro, onde Pedrinho teve uma armazém. A casa ao fundo era de João Nito/Fia Dito (demolida, no lugar foi construída a Igreja Cristã).
Pedrinho diz que estava mostrando propaganda política. Nessa época, quem aparecia muito na Turiba era o deputado Walter Menk, de Itararé. E também o deputado Augusto do Amaral.
Quarta-feira, Agosto 30, 2006
Primeira escola em alvenaria (anterior à escolinha de tábua demolida nos anos 1960)

A baixinha é a Maria Aparecida de Almeida (Cida), filha de Batista Loureiro, esposa do Pedro Desídera. Cida estudou os três primeiros anos nesta escola entre 1946/48. Depois estudou em Itaberá. A Cida diz que sua irmã Inês fez o quarto ano na Turiba, em 1952 (provavelmente a primeira turma que fez o primário completo na Turiba).
Esta escola ficava onde hoje é a escola nova. Me lembro das paineiras que circundavam esta escola.
A outra menina é Inês, irmã de Antônia (viúva de Roque Ezequiel de Macedo). O Antônio filho do Marinho fez parte desta turma, segundo a Cida.
Anos 60 - Escolinha de tábua e a construção da nova escola

Em pé: Toninho Rosa Lisboa (de óculos), Toninho Loureiro (?), Celso genro do Dito Rosa/Lázara, Zé Neto. Sentados: Zé do Dito Rosa/Lázara, Tião Loureiro, João Batista do D.Rosa/Lázara, João Célio. O da direita, de braços cruzados, é o Toninho do Sebastião Rosa. Se estiver errado, me corrijam. O menino é filho de Maristela/Mi Gomes.
PS: a escolinha de tábua tinha duas classes e uma pequena sala no meio que servia de diretoria.

Raphael S. Campolim Almeida com seu filho Pedro.
Raphael é neto de Eliza Nunes da Silva (foto abaixo) e Paulo Anselmo da Silva (Paulico Lima). Eliza nasceu em um bairro próximo de Turiba, chamado Paiquerê. Paulino nasceu em Itaberá.
Eliza mudou-se para Turiba com 12 anos; casou-se aos 17. Ficou viúva aos 35 anos, com 7 filhos pequenos: Maria Eulália, Rosa Inês, Regina Célia, Vera Lúcia, Áurea Cecília, Rita de Cássia e Luiz Carlos e lutou bravamente para criar a família.
Mudaram-se para Itapeva em 1960, e foram morar na chácara do Adolfo Lima, primo do Paulico, até conseguirem alugar uma casa na cidade.
Hoje, dona Eliza está com 80 anos. Tem 20 netos, 9 bisnetos e se orgulha muito da família.
Raphael é filho de Vera Lúcia e Antonio Campolim. É médico dermatologista, atende em Itapeva na Clínica Cerqueira, Rua Santana, n°421.
Terça-feira, Agosto 29, 2006
Ana Paula, Ruiz e Roque Loureiro - foto de 1976-77 (por aí)

Já havia luz (instalada recentemente). Asfalto, ainda não. A garagem era do Roque Loureiro de Almeida (já demolida). A casa seguinte era de João Batista de Almeida (Batista Loureiro), já demolida. No lugar foi construída a casa do Cláudio Loureiro e o Empório Loureiro. Atualmente a casa é habitada pelo Elói Loureiro.
A construção seguinte (em frente ao poste) era o armazém de Batista Loureiro, atualmente depósito do Empório Loureiro.
A casa mais à frente era da Nhana Correia e João Bento.
Mais à frente (distante) aparece a casa onde morou o Gregório, genro do Zé Perova. Esta casa pertenceu até os anos 60 ao Ezídio Mateus. Consta que a casa foi de José Cilico Gonçalves.
Segunda-feira, Agosto 28, 2006
Igreja, Barracão de Festa. Placa: pavimentação da Rua João Loureiro (João Evergisto de Almeida) - ago/2006 - foto de Marcelo Lisboa
Domingo, Agosto 27, 2006
HISTÓRIA DE TURIBA, POR PRETO MATTOS
Pesquisa feita por Preto Mattos, da Secretaria de Cultura de Itapeva, em jornais antigos de Itapeva.
"Turiba é um distrito localizado no hoje município de Itaberá.
1-HISTÓRIA DE ITABERÁ
Itaberá quer dizer “pedra que brilha”, “pedra brilhante”, que outrora era distrito do então município de Faxina, hoje Itapeva.
Itaberá era a antiga Vila de Lavrinhas do Sul. Seus fundadores vieram de Minas Gerais. Seus nomes: José Rodrigues Simões, Francisco Antonio da Silva e Antonio Joaquim Diniz.
Foi no ano de 1864 que estes senhores fizeram doação do terreno para a cidade de Itaberá.
Os terrenos foram ofertados à Padroeira Nossa Senhora da Conceição, cuja capela foi levantada no ano de 1862, à meia encosta da colina à margem esquerda do rio Lavrinhas.
Deu-se em 1862 a fundação primitiva da povoação de Lavrinhas e a pequena capela construída pelos fundadores serviu de matriz da Paróquia até o ano de 1914, sendo então demolida para levantar em seu lugar a nova igreja.
Em 07 de outubro de 1870 foi criado o Distrito Policial de Lavrinhas, e o primeiro delegado foi o senhor Joaquim Mendes da Cruz, o escrivão interino foi o senhor João Domingues da Costa.
Pela lei provincial n° 16, sancionada pelo presidente da Província, conselheiro Doutor Antonio da Costa Pinto, a Capela de Nossa Senhora da Conceição de Lavrinhas, do município de São João Batista do Rio Verde (hoje Itaporanga) foi elevada à categoria de Freguesia, no dia 09 de março de 1871. Esta lei estabeleceu as divisas da nova paróquia, as quais foram alteradas somente pela lei n° 1373, de 31 de dezembro de 1912.
A lei provincial n° 69, de 20 de abril de 1872, transferiu a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição para o então município de Faxina (hoje Itapeva).
Em 1° de janeiro de 1877, foi instalado o Distrito de Paz de Lavrinhas, realizando-se a primeira audiência do Juiz de Paz Antonio Lino da Silva no dia 03 de fevereiro de 1877. Foi escrivão interino nesta audiência o senhor João Antunes de Moura (que mais tarde vem a ser vereador e prefeito municipal na então Faxina).
Graças ao prestígio político do Coronel Crescêncio Ferreira de Mello foi lavrado o decreto n° 152, de 08 de abril de 1891, assinado pelo então governador do Estado, doutor Américo Brasiliense de Almeida Melo, elevando à categoria de vila a freguesia de Nossa Senhora da Conceição. O município foi instalado em 25 de abril de 1891, tendo presidido a solenidade de instalação o coronel Crescêncio Ferreira de Mello, que era presidente da Intendência Municipal da então Faxina (hoje Itapeva).
Coronel Crescêncio Ferreira de Mello (sogro do coronel Acácio Piedade) deu posse aos intendentes nomeados pelo governador do estado: Venâncio José de Macedo, Capitão Antonio Dias Baptista Prestes, capitão José Pedro de Lima, tenente José Ferreira dos Santos, João Rodrigues Simões e Adolfo Bueno Pimentel.
2-TURIBA
Nesta mesma ocasião é começado o patrimônio de Turiba, que se denominava “ANTIGA FAZENDA VILA VELHA” e se deu o início no dia 08 de dezembro de 1892, pelo senhor Pedro Raimundo Pimenta, que era chamado de Pedro Carabina, e o senhor João Geraldo de Lima também ajudou no início. Ambos recém-chegados do norte de São Paulo, vieram junto com a comitiva do senhor Camilo de Macedo, dono da então Fazenda Ponte Alta.
Os iniciadores do patrimônio de Turiba, junto com o senhor João Batista Vaz, uniram-se para organizar 35 alqueires de terra na Fazenda Velha (onde hoje é Turiba) e no dia 08 de dezembro de 1892, foi levantada a primeira cruz feita por Pedro Carapina e Antonio Joaquim Pinheiro, que era chamado de Antonio Francelino, e neste mesmo dia foi rezado o primeiro terço nos pés da cruz e feito o primeiro leilão com grande número de sitiantes em baixo da mata.
Só havia meio alqueire de terreno limpo, onde foi levantada uma capelinha de madeira, feita por Pedro Carapina e seus filhos. Pedro Carapina sempre exerceu o cargo de membro da Comissão do Patrimônio de Turiba, até seu falecimento aos 85 anos de idade.
Consta que a primeira missa rezada na então capelinha foi realizada pelo padre Décio, no dia 08 de dezembro de 1892.
Os primeiros negociantes foram os senhores Pedro Vianna e Capitão Enéas e ambos eram naturais do então distrito e hoje município de Iporanga.
Foi por muitos anos, desde 1900, sub-fiscal interino da povoação de Turiba o senhor Francisco Xavier de Macedo.
E tinha o distrito policial de Turiba também derivado após o ano de 1900 (1916 segundo José Cilico Gonçalves) e teve as seguintes pessoas respondendo:
Sub-delegado: Pedro Mariano de Oliveira
Primeiro Suplente: João Evergisto de Almeida (João Loureiro)
Segundo Suplente: Firmino de Oliveira e Silva
Terceiro Suplente: José André da Silva
Exerceu as funções de escrivão da paz no município de Itaberá, por 26 anos, o major Serviliano da Silva, que muito ajudou o distrito de Turiba, que para muitos também era chamado de Furquilha.

Foto de 1947, tirada no sítio Barreiro, de Nenê Gomes, que depois ficou para seu filho Élio Gomes de Oliveira (Mi Gomes). Renato Loureiro de Almeida, Roque Loureiro de Almeida (com 19 anos) e Iéié Macedo (filho de Roque Macedo e Clóris que se mudaram para São Paulo).
Sábado, Agosto 26, 2006
Jornal publica nota de falecimento de José Gonçalves de Macedo (Pai Zé, marido de Mãe Chiquinha) em 1943
Manuscrito de José Cilico Gonçalves (19...../19......) sobre a origem do nome Turiba

O texto diz o seguinte (veja a postagem abaixo, dá para ampliar o texto com um clique no mouse!):
Toriba do Sul
“Por volta de 1916, mais ou menos, no bairro Fazenda Velha, no município de Itaberá, foi inaugurado o Distrito Policial de Toriba, pelo Prefeito Municipal Sr. Amador Pereira de Almeida. Perguntado onde foi encontrado este nome, disse o Sr. Prefeito que viu numa lista de nome de cidades, e como havia gostado do nome, inaugurou o distrito com esse nome, ou seja, com o nome de Distrito Policial de Toriba, sendo o primeiro Sub-Delegado, Pedro Mariano de Oliveira.
Mais tarde, verificado o extravio de correspondência postal, foi descoberto que há êsse nome numa cidade no Ramal de Tabatinga na Estrada de Ferro, então passou esta a ser Toriba do Sul, nome êste que até a presente data ainda é.
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Devido a um pequeno derrame que me atacou o braço direito, a caligrafia piorou, mas, soletrando dá para entender.”
Que maravilha! Grande Cilico, sempre bem-humorado! Fez graça do próprio derrame/caligrafia.
Cilico tinha grande paixão por cavalos. Ia passear na Turiba (depois que passou a morar em Itaberá) a cavalo, por puro prazer! Fazia isso até os anos 60/70, pelo menos.
Cilico foi um anjo-da-guarda da família, sempre disposto a ajudar e orientar. Trabalhava no Posto de Saúde de Itaberá (depois em Itararé).
Uma historieta: meu pai Roque Loureiro e minha mãe Maria Tereza Garcia estavam indo da Turiba do Sul (esse é nome oficial da terrinha, talvez até para ficar distinto da Toriba da Estrada de Ferro que Cilico cita), meus pais estavam indo para Itararé, onde minha mãe seria operada por problemas de “fígado”, em 1951.
Ocorre que minha estava grávida e corria o risco (alto) de perder o bebê.
Cilico, tio de meu pai, levou minha mãe para uma consulta com o Dr. Cássio Figueiredo, médico que atendia no Posto em Itaberá.
Pronto, o problema foi resolvido: Dr. Cássio desaconselhou a cirurgia, prescreveu medicamentos e minha está sã e forte até hoje!
E este blogueiro teve a oportunidade de vir para este mundo!
Nota: o texto do Cilico foi enviado por Glória (neta de Cilico) e Marcelo Lisboa (professor de História), aos quais agradeço a inestimável colaboração para o resgate da história.
Glória, quando Cilico escreveu o texto? Me mande fotos e dados bibliográficos de Cilico e Etelvina, dois grandes turibenses!
Sexta-feira, Agosto 25, 2006
Foto na Turiba, enviada por Marcelo Lisboa/Glória, sem data, sem identifacação das pessoas. Quem é capaz de decifrar pelo menos o local da casa?

Comentário do Delo: "Esta casa tá com cara de ser a casa da Dona FIA NITO, perto da nossa casa! Pelo jeito das portas e janelas e principalmente pelo morro atrás da casa. Morro/terreno que era de Ernesto Antunes e depois ficou para Zezico Leandro e sucessores."
A Maria Tereza Garcia, mãe do Delo, confirma. É mesmo. Antes de ser de João Nito/Fia Nito, a casa pertencia ao comerciante José Ferreira (irmão do Lazinho Ferreira, comerciante na Furquilha) e sua esposa Francisca Proença. A casa foi demolida e no lugar foi construída a Igreja Cristã.
Dona Maria Tereza conta detalhes: nos anos 1940, ela e sua família (que moravam no vizinho Bairro Ribeirão Branco - Itaporanga) vinham a cavalo na Turiba em festas, época em que ela paquerava o Roque Loureiro (com que se casou em 1949). Era exatamente no quintal dessa casa que eles deixavam os cavalos (Francisca Proença, esposa de José Ferreira, era sua tia).
Nessa época, Turiba era centro comercial da região. Maria Tereza conta que seu pai Vitorino Garcia vendia algodão na Turiba para os comerciantes Pedro Mariano e Chiquinho Cerdeira. O algodão era transportado, diariamente, em carroças de tração animal.
Por volta de 1945, a lavoura de algodão entrou em crise em conseqüência de uma doença que apareceu na região. "A maça do algodão não abria, bichocava tudo".
Roque Loureiro com a neta Ana Paula, em 1975

Ainda não havia asfalto nem luz elétrica. A primeira casa da esquerda era de dona Fia Nito/João Nito, depois de Onofre Elídio de Camargo, que foi demolida (no lugar foi construída a Igreja Cristã). A casa seguinte, tambem à esquerda, também foi demolida (onde morou o José Desídera, depois o João Durica).
Terça-feira, Agosto 22, 2006
Parabéns pelo ótimo trabalho...Adorei...Beijos. Laura."
Obrigado, Laura. O nome oficial adotado pelo IBGE é mesmo Turiba do Sul. No histórico sobre Itaberá, consta o seguinte: "Lei Estadual n° 5285, de 18 de fevereiro de 1959, cria o Distrito de Turiba do Sul e incorpora ao Município de Itaberá.Veja aqui
Domingo, Agosto 20, 2006
Pedro Mariano de Oliveira (1878-1961)

Pedro Mariano teve grande fazenda em Turiba, cujas terras ainda estão em mãos dos herdeiros. Exerceu forte liderança no Distrito e mesmo em Itaberá. Foi casado com Bárbara Vidal César. Dona Bárbara, segundo o professor de História Marcelo Lisboa, nasceu em Extrema (MG) em 1902.
Era proprietário em Itapeva do antigo (já demolido) casarão na Avenida Coronel Acácio, onde foi sede do DER, em cujo terreno (quase um quarteirão) construi diversas casas.
Dona Bárbara e Pedro Mariano tiveram os seguintes filhos: (me ajudem com os dados!!!)
- José Vidal César, Zé Mariano, que faleceu neste ano de 2006; foi casado com Iraíde.
- Lurdes
- Tereza, casada com Antonio (Toninho do Tango), mora em Sorocaba
- Mariano de Oliveria, que mora em Itapeva
- Pedro Mariano de Oliveira Filho, que foi prefeito de Itaberá por três vezes, e conservou a fama de administrador capaz e honesto; é casado com Maria José
- João Mariano de Oliveria, casado com Carmela, mora em Itaberá
- Maria José, casado com Venâncio Antonio Mendes, moram em ........
- Maria Aparecida, casada com Fernando César Belézia, mora em Itapeva
- Antonio, Toninho Mariano, foi professor universitário, falecido em .........
Me ajudem a completar os dados.
Segundo pesquisa de Preto Mattos em jornais antigos de Itapeva, Pedro Mariano de Oliveira foi delegado em Turiba.
Meu avô Vitorino Garcia, nascido em 1901, morador de Itaporanga, frequentava a Turiba em sua mocidade (nessa época, segundo Vitorino, o comércio de Turiba era maior do que o de Itaporanga!)
Vitorino, um contador de história, gostava de relembrar versos cantados na Turiba:
"Pedro Mariano, senhor delegado, saia na rua prá ver o samba da negada!"
O primeiro Loureiro de Turiba
João Evergisto de Almeida (João Loureiro) e Theonila Gonçalves de Almeida. Ela era de Itaí (SP), ele era de Piraju (SP). Moraram na fazenda da família Loureiro em Piraju (SP). Depois, por volta de 1910 (em que ano?) vieram para Turiba, no sítio Barreiro (80 alqueires).Theonila era filha de José Gonçaves de Macedo (Pai Zé) e Francisca Saturnina de Oliveira (Mãe Chiquinha), que vieram antes para a Turiba, onde montou um comércio.
João Evergisto de Almeida, conforme certidão de óbito (n° 1045, fls 79-V, livro C-08 do Cartório de Registro Civil de Itaberá), faleceu em 13 de setembro de 1935, no sítio Barreiro, com 50 anos de idade, sendo sepultado no cemitério de Turiba. O declarante foi seu cunhado, Sr. Alfredo Lázaro Gonçalves. João Loureiro era natural de Piraju (SP), filho de Uricena de Almeida Mello e Salvador Loureiro de Mello.
Theonila nasceu em..........faleceu em 09-04-1977 em Itapeva, foi sepultada na Turiba.
João Loureiro e Theonila tiveram os seguintes filhos: (NOTA, todos os dados estão sendo coletados, alguns podem apresentar erros; peço ajuda para completar dados, nomes corretos, histórias etc)
- Maria Aparecida de Oliveira - Sulica - nasceu em Itaí em 11-01-1912, faleceu em Itaberá, onde morava, em 22-10-1975; foi casada com Luiz Gomes;
- Lázara - Lazica; solteira; nasceu em Itaí ou Piraju (?).....faleceu em Garça (SP), em 1971.
- João Batista de Almeida, Batista Loureiro, nascido na Turiba em 1914 (?), casado com Maria Conceição (Bizinha), vieram para Itapeva nos anos 1970 (em que ano?); ambos faleceram em acidente automobilístico em 12/10/1988;
- José Loureiro de Almeida - Zequinha Loureiro, nasceu na Turiba em ..... ; foi casado com Lúcia Rodrigues; mudaram-se para Itaporanga nos anos (?); morreu em ..........(ano?)
- Erotides Gonçalves de Almeida, nasceu na Turiba em ............., onde foi lavrador e comerciante; casado com Lili (nome completo?); mudou-se para Itaberá, onde foi comerciante, cerealista; foi prefeito de Itaberá de 1960 a 1963; faleceu em ...... ano (década de 70)?
- Almerindo Gonçalves de Almeida; nasceu na Turiba, em .........; casado com Iolanda Desídera; foi comerciante em Turiba e Itaberá; mudou-se para Itu; faleceu na Turiba......... (década de 70), onde passava as férias, sepultado em Itu.
- Renato Loureiro de Almeida, nasceu em 10/01/1926; casado com Maria dos Santos Almeida(Maria Rosa); nunca sai de Turiba, onde foi lavrador e comerciante; faleceu em 27/09/2002;
- Roque Loureiro de Almeida, nasceu em 10-09-1928, casado com Maria Tereza Garcia; foi comerciante e agricultor, sempre na Turiba; morreu em Itapeva em 19/05/1993, onde está sepultado.
- Maria Estela, a caçula, nascida em 1930, ano da Revolução. Temerosa dos efeitos da revolução, Theonila deixou o sítio Barreiro e foi para Turiba, onde deu à luz. Maria Estela foi casada com Élio (Mi) Gomes; faleceu em ........ 1995 (?), sepultada em Itararé.
SINSINATO (qual a grafia correta?) MORRE DURANTE TEMPESTADE - A primeira casa do sítio Barreiro oferecia pouca proteção. Durante uma forte tempestade, entrou chuva na casa, tiveram que se esconder em baixo de mesas. Parte da casa destelhou. Desespero! Quando foram verificar, Sinsinato (sexto filho??), bebezinho que dormia enrolado em cobertores, estava morto. Theonila contava isso com muita tristeza.
NOTA: ME AJUDEM COM DADOS, DATAS, HISTÓRIAS. ESCREVAM PARA tiaoloureiro@superig.com.br
Sexta-feira, Agosto 18, 2006
Foto aérea de Turiba, fornecida pelo Elói Loureiro - recente (clique na foto para aumentar de tamanho)
Aí vem à mente as imagens da Turiba de minha infância
MONJOLO, TRATOR E CIDADE GRANDE
De manhã, na Castelo Branco, enorme quantidade de caminhões levando frango, leite, iogurte, verdura, milho verde, tudo. Já na Capital, uma feira coalhada de gente comprando e vendendo.
- Ao contrário, há de tudo.
- Como ninguém é obrigado, qual a força que induz milhares de pessoas a se dedicarem frenética e espontaneamente a produzir, transportar e vender tanto, sem o que a vida na cidade seria inviável?
- Cada qual precisa trabalhar, ganhar dinheiro para satisfazer suas próprias necessidades e desejos. É o que move o mercado.
- Duro para os pobres e desempregados.
- Verdade. Mas para isso existe governo que arrecada pesados impostos de quem trabalha e produz, exatamente para fomentar a economia e compensar o lado mais fraco.
Terça-feira, Agosto 15, 2006
Sexta-feira, Julho 28, 2006
Turiba do Sul - Rua Mãe Chiquina - foto de 1983 - enviada por Marcelo Lisboa
Clique na foto para aumentar de tamanho. A casa da direita é da família Roque Loureiro. Há um banco de madeira na calçada. Meu pai passava horas sentado no banco, conversando, conversando, conversando! Sábado, Julho 22, 2006
E pensar que a gente brincava todos os dias, via-se todos os dias e não saia da casa um do outro...
Eu já tive milhares de companheiros e colegas.
Dentre eles, fiz centenas de bons amigos.
Mas nem todas as amizades duraram.
Algumas pareciam sólidas como rochas,
mas não resistiram aos tempos
e às circunstâncias.
Assim sobraram poucos amigos de infância,
pouquíssimos amigos de escola,
poucos amigos de adolescência,
poucos amigos de juventude.
E pensar que a gente brincava todos os dias,
via-se todos os dias e não saia da casa um do outro...
De repente, outros afetos, outros amigos,
outros interesses, outro tipo de vida,
longos anos de distância e mil preocupações da vida
nos afastaram totalmente.
Agora não sei onde andam e os que vejo aqui e acolá
são amigos de "Bom dia"...
Mas nada acontece.
A gente se respeita e se admira, mas a amizade de infância,
de juventude não volta.
Mudaram eles ou mudei eu?
Ou foi a vida que nos mudou a todos?
Restam algumas amizades fiéis que resistem a tudo...
O que sei é que fiz muitos amigos
e não conservei aquelas amizades.
De bons amigos que éramos, somos hoje bons conhecidos
que se saúdam de passagem e se respeitam.
Às vezes nem isso.
Crescemos e nossa amizade ficou lá no passado.
E eu digo a mim mesmo:
"Feliz o homem que sabe cultivar sua roseira!
Talvez não seja tarde...
Roseiras velhas também produzem rosas lindas e viçosas.
Basta recultivá-las..."
E-MAIL DO MARCELO LISBOA, PROFESSOR DE HISTÓRIA E FILHO DO LÁZARO ROSA
1- Moro em Itaberá, desde que casei em 2004. Fico feliz da citação feita pelo João Margarido da minha pessoa; ele também é um grande professor e muito amigo, embora ultimamente nossos contatos sejam mínimos pelo fato de nossos horários de trabalho não coincidirem
2- Percebi que seu belíssimo relato foi pautado pela emoção, afinal são os vínculos familiares que nos fazem lembrar dos lugares em que vivemos. Também lembro de seu pai com muito carinho, e de seu tio Batista também. Eles são aqueles tipos de pessoas que deveriam viver para sempre como repositório da memória. Pelo menos nos sobram as lembranças.
3- Sei pouco sobre a história da Turiba. O que sei são relatos feitos por seu tio Cilico Gonçalves, talvez o maior historiador informal com propriedade para falar de Turiba; e relatos feitos por seu tio Batista em 1987. Segundo Cilico, Turiba se chamava Fazenda Velha até 1916, até que "alguém" ficou conhecendo uma estação ferroviária em Araraquara chamada Toriba, hoje em Matão, confira em: http://www.estacoesferroviarias.com.br/t/toriba.htm, que ao que parece, ali eram embarcados (ou desembarcados) porcos gordos criados em Turiba. Como existia a estação, acrescentou-se ao lugar o "do Sul".
5- O nome Fazenda Velha [nome antigo da Turiba] vem de uma antiga fazenda pertencente a um homem de nome "Macedão", proprietário de escravos, que chegou a canalizar um riacho para mover sua máquina de café. Ao que parece, a sede da fazenda ficava onde hoje é a sede da fazenda do Zé Mariano, hoje do seu filho Nenê.
6- Já vi duas versões para o termo Turiba, de origem tupi: significa "paraíso" ou "alegria".
7- Segundo o IGC (Instituto Geográfico e Cartográfico de Sao Paulo), a terminologia correta é Turiba, e não Toriba.
8- Segundo Nhá Candinha, senhora que morreu com 105 nos anos 80, e era mãe da Dona Vidica, sogra do Edézio Vidal, onde está a Turiba era originalmente um ponto apenas marcado por um cruzeiro.
9- Para se ter uma idéia de quanto o bairro é antigo, Pedro Mariano de Oliveira, pai do Zé Mariano e do João Mariano [e de Pedro Mariano de Oliveira Filho, prefeito de Itaberá por três vezes e que conservou a fama de administrador honesto e capaz] nasceu em Turiba em 1875 ou 1876.
10- Quanto a fotos, poderíamos escarafunchar baús de família e reunirmos tudo o que o que possuímos, e montar a exposição num encontro que citou, organizando uma festa. Quem eu sei que tem preciosidades é o Fernandinho, marido da Bernadete Desídera, filha da Lela [e do Aparício Caetano] e também sobrinha do Pedrinho e do Vardinho Desídera.
11- Eu vou escanear algumas fotos e mandar para você. O problema é que a maioria é de família, já que antigamente não havia muito costume de tirar fotos de lugares, já que retrato, era "uma vez na vida". Tião, muito feliz de econversar com você e pela sua resposta, fico por aqui. Lembranças à sua mãe, Dona Maria, uma pessoa que lembro com carinho, pela enormidade de plantas e flores que tinha no quintal [ e tem até hoje, Marcelo].
Nota: os comentários entre [ colchetes] são do Tião Loureiro.
Terça-feira, Julho 18, 2006
TURIBA DO SUL (2), POR MARCELO LISBOA
Hoje é mais fácil encontrar "turibanos" de famílias tradicionais em Itapeva, Itaberá, Sorocaba do que na própria Turiba: Loureiro, Gomes, Lisboa, Gonçalves, Mariano, Vidal, Macedo... Conheci seu pai e seu tio Batista, bons contadores de histórias da época do querosene. Conversar com Batista era se preparar para um longo porfiar de causos com direito ao contador esquecer o que contava, enveredar em outro caminho, e duas horas depois retomar o velho fio da meada. Aconteceu comigo quando ele me contou, em 1987, tudo o que sabia sobre a história da Turiba para um trabalho escolar. Que falta faz! Dia desses morreu meu tio, Pedro Gomes, ou Pexero, como chamavam. Era um dos últimos da longa lista de turibanos históricos, se assim posso dizer. Como professor de História, mais uma vez agradeço à possibilidade de rememorar velhos fatos. Embora seja impossível citar todos os que fizeram parte da história do lugar, permita-me acrescentar mais alguns, que tenho certeza que conheceu: Pexero, João e Chiquinho Cerdeira (os "magnatas" do lugar), João Gonçalves, Mãe Chiquinha, Totó Macedo, Pedro Rosa, Miguel Rosa, Mané Rosa, Cabral, Marinho, Dona Fia, Dito Mariano, Cilico Gonçalves e sua esposa Dona Tervina, Dona Quitita (ainda viva e forte), Zé Nê, Batista Lima, Zezão da máquina de arroz, Dona Vedica, Rocão, Dona Bárbara Vidal, Seu Felício, Benvinda etc. Abraços.
Quarta-feira, Junho 28, 2006
TURIBA DO SUL
- Então venha. Venha pro almoço.
Fui.
Fui lá curtir minha caipirice! Rever a mangueira das vacas, o “paió”, o bom cheiro do estrume curtido, o velho pomar. Fui lá na cachoeira beber água na biquinha de pedra!
Fui lá curtir saudade! Tio Batista Loureiro. Zezico Leandro. Tio Mi. Isídio Mateus. Tio Milo, que deu dinheiro para comprar meu primeiro dicionário. Braz Maia que queria saber quantas palavras se aprende escrever depois de doze anos de banco escolar! A vó Teonila. Tia Lazica. Maria Perova que passava pelas brasas da fogueira de São João sem queimar os pés grossos de andar descalços. Tia Maristela. O Severino que falava fino e brincava de andar com as mãos, de ponta-cabeça. O Dilo Padia que não parava de rir da própria risada. Chico Anjo de perna torta que andava "dançando".
Ah! É tempo de laranja lima, de colheita! Saudade do Zé Maria Loureiro. De baldear milho em palha na carroça. “Vamo, vamo mula véia peidorreira. Vamo, Ruana! Vamo, Pampa preguiçosa!”.
Tio-padrinho Renato, o último que se foi. Tia Bizinha. Tio Erotides que prefeitou Itaberá. Tia Lili. Tia Sulica. Tio Luiz. Tio Zequinha. Zé Mariano, o líder e compadre de todo mundo. João Durica. Lazinho Maia que contava história de Corpo-Seco. Roque Ziquer. Batista Lima que soltava rojão nas festas. Padre Miguel, veterano da Segunda Guerra, que confundia rojão com tiro de canhão. Dito Saci, o motorista de qualquer hora. Zé Peroba, o último vaqueiro pré-antibiótico! Chiquitão, que ouvia a "Hora do Brasil" no rádio de pilha. Dona Fia Nita, que fazia açúcar mascavo. Ziquinho Rocha, sanfoneiro dos bailinhos inocentes que não passavam da meia noite! Nhá Chica, que falava umas palavras esquisitas porque descendia de africanos. Os italianos "seu" Otávio e Zé Desidera, ceboleiros. Joaozão Gomes que gargalhava de perder o fôlego com o futebol de bola de meia da gurizada briguenta. Que falta vocês fazem!
Fui lá curtir o frio. Frio que lembra cobertor. Que lembra carinho e aconchego do pai. Roque, grande Roque Loureiro, que saudade! Valeu, velho. Valeu a lição de bom-humor, a lição de resignação de Jó. “Meus filhos, honestidade abre portas.” Ah! Como abre! Ensinava pelo exemplo: “Irmãos têm que trabalhar unidos”. Ah! Como têm! “Estudem, estudem, estudem!”.
Valeu, velho! Mas valeu mesmo!




























nasci em turiba do sul em 1960.meu pai é odasil, minha mãe josefina.viemos para são paulo em 1965.moravamos ao lado do sítio do JOÃO ROSA. sinto muitas saudades.é muito bom ver as fotos e relembrar o pouco tempo que ali vivi. tenho irmãos, Jamil, Roque.Tião. irmãos da Cida do dito Leandro, que era cego